Nos 400 metros barreiras aconteceu o incrível com o queniano Nicholas Bett a garantir o 1º lugar com 47.79, devolvendo a África um título que não ganhavam desde os Mundiais de 1991, na altura pelo zambiano Samuel Matete. O país dos fundistas tinha desiludido na maratona masculina, mas encontrou nas provas de velocidade através de um Bett que pulverizou a sua anterior melhor marca pessoal que era 48.29. O feito é de tal forma histórico que é a primeira vez que o Quénia conquista uma medalha numa distância inferior a 800 metros!
A desilusão da prova foi o americano Michael Tinsley, que teve uma prestação desastrosa e derrubou três barreiras para terminar em último. Quanto às medalhas, a prata foi para o russo Denis Kudryavtsev – que bateu o recorde nacional com 48.05 e deu à Rússia a primeira medalha nestes Mundiais – e o bronze para Jeffery Gibson (48.17), das Bahamas. Note-se que à partida já se sabia que o campeão iria mudar, já que Jehue Gordon nem sequer conseguiu assegurar presença na final.
DIBABA E RUDISHA CONFIRMAM FAVORITISMO
Atletismo
Pequim: Lavillenie KO, títulos para Quénia e Jamaica
24/08/2015 AT 14:14

Genzebe Dibaba

Image credit: Reuters

Para o quarto dia de prova havia dois títulos anunciados, o de Genzebe Dibaba nos 1500 metros e o de David Rudisha nos 800. No que toca às senhoras a Etiópia não desiludiu e aos 23 anos a recordista mundial dos 1500 metros (Dibaba fez 3:50.07 no Mónaco, em julho) conseguiu a medalha de ouro numa prova que controlou do início ao fim, finalizando em 4:08.09 e esquecendo o 8º lugar de Moscovo 2013. Faith Kipyegon, do Quénia, conquistou a prata e Siffan Hassan, da Holanda, o bronze
Já David Rudisha regressou em pleno após dois anos difíceis com lesões. O queniano, campeão olímpico, arrancou nos 200 metros finais e ganhou de forma dominadora os 800 metros em 1:45.84, com uma volta final de 0:51. O polaco Adam Kszczot, vice-campeão do mundo em pista coberta, foi 2º e o bósnio Amel Tuka, que veio com a melhor marca do ano, acabou em 3º. Tuka entra desde já na história do desporto da Bósnia e Herzegovina que nunca tinha ganho uma medalha em Campeonatos do Mundo em nenhuma disciplina olímpica.

David Rudisha

Image credit: SID

BRITÂNICO RUTHERFORD COMPLETA TRIPLA MUNDIAL/EUROPEU/JOGOS OLÍMPICOS
Numa prova tradicionalmente liderada pelos Estados Unidos – 12 medalhas em 14 Mundiais, incluindo 8 de ouro – Greg Rutherford, campeão olímpico, provou o favoritismo que lhe era atribuído e ganhou o concurso com um grande salto de 8,41, completando a tripla de títulos de carreira – Mundial, Europeu e Jogos Olímpicos.
O fiasco da prova foram os americanos, que nem sequer meteram um homem na final, mesmo tendo à partida um candidato às medalhas como Jeffrey Henderson, que tinha saltado uns animadores 8.52m nos Jogos Pan-Americanos e em Pequim falhou a presença nos três saltos finais, acabando em 9º com 7,95m.

Greg Rutherford

Image credit: Eurosport

Por outro lado nota para os chineses, que meteram três atletas no Top 5 com Jianan Wang a conseguir a medalha de bronze, recompensa pelo investimento da China ao trazer Randy Huntington, antigo treinador do mítico Mike Powell, que ainda conserva o recorde mundial do comprimento com 8,95m. A medalha de prata foi ganha pelo australiano Fabrice Lapierre com 8,24m.
DISCO: CABALLERO E CUBA ACERTAM CONTAS COM A HISTÓRIA
Se há uma medalha que tem fugido a Cuba ao longo de sucessivos Mundiais de atletismo é a do disco, depois de Yarelis Barrios ter ficado com duas pratas e dois bronzes entre 2007 e 2013.
Foi preciso esperar por Denia Caballero que na terceira presença em Campeonatos do Mundo acertou contas com o disco. Esperava-se um duelo entre Caballero e a croata Sandra Perkovic, atletas que este ano já lançaram a mais de 70 metros, o “problema” é que a colombiana resolveu a final com um primeiro lançamento de 69,79m deixando a emoção para a luta pelas restantes medalhas e tornando-se campeã mundial pela primeira vez. Perkovic só garantiu a prata com um último lançamento de 67,38m e quando estava fora das medalhas. Já o bronze foi para Nadine Muller (65,53m), com a também cubana Yaime Perez a ficar no 4º lugar com 65,46m depois de ter sentido o gosto do bronze até à entrada em cena de Perkovic.
Quarta-feira o programa do quinto dia dos Mundiais de Pequim inclui cinco finais: salto com vara (mulheres), lançamento do dardo (homens), 400 metros barreiras (mulheres), 3000 metros obstáculo (mulheres), 400 metros (homens).
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