O quinto dia dos Mundiais de Pequim terminou ao som do Jammin’ de Bob Marley, como não poderia deixar de ser depois de mais uma performance extraterrestre de Usain Bolt, que dominou a final dos 200 metros.
Como cenário de fundo a luta entre Justin Gatlin, o mais rápido do ano na distância, e o homem que raramente treme nas finais (a desclassificação nos 100 metros em Daegu é a exceção), Usain Bolt.
Depois de Bolt ter ganho os 100 metros esperava-se a resposta de Gatlin nos 200, mas o que se viu foi uma prova onde os últimos 50 metros foram duros para o americano, que depois de entrar lado a lado com Bolt viu fugir o jamaicano para a vitória, obtendo assim uma espécie de super Grand Slam nesta distância onde ganhou títulos em quatro Mundiais consecutivos.
Atletismo
Pequim: Yego põe o dardo na moda
26/08/2015 AT 13:47

Usain Bolt Jamaica

Image credit: Reuters

A marca de 19.55 de Bolt é a melhor do ano e a prova do nível dos dois rivais é que Gatlin chega à prata correndo como nunca, já que … é a melhor marca de carreira do americano. Incrível foi a outra história desta final, que viu Claro Jobodwana bater o recorde sul-africano com 19.861 e ao mesmo tempo conseguir chegar à medalha de bronze por uns escassos 0,002 milésimos de diferença face a Alonso Edward, do Panamá.
A LINHA WLODARCZYK

Anita Wlodarczyk

Image credit: Imago

Clara favorita à partida, a campeã mundial de 2009 e vice-campeã olímpica, Anita Wlodarczyk, entrou no concurso a afinar a mira com 78,52m e rematou a medalha de ouro ao terceiro lançamento ao registar 80,27m. O espetáculo da polaca, que bateu o recorde do mundo em agosto (81,08m) continuou e por duas vezes Wlodarczyk bateu o recorde dos campeonatos, primeiro com os 80,27m e depois melhorando essa marca para 80,85m, colocando o martelo numa linha de marcação própria, que para futuras competições bem se podia chamar “Linha Wlodarczyk” devido ao domínio da polaca.
A prata foi para a chinesa Wenxiu Zhang (76,33m), enquanto a francesa Alexandra Tavernier acabou ficou com o bronze ao lançar o martelo a 74,02m – é o primeiro pódio internacional sénior da campeã mundial júnior.
ALLYSON FELIX ACERTA CONTAS COM OS 400 METROS

Allyson Felix

Image credit: Reuters

Fechamos com a redenção de Allyson Felix, dominadora dos 200 metros durante muito tempo (ouro em Pequim, prata em outras duas ocasiões) e também da estafeta 4x400 metros, mas que de alguma forma falhava sempre nos 400 metros, onde “apenas” tinha uma prata em Daegu 2011.
Em Pequim a americana não fez por menos: arrancou fortíssima, colocou-se à frente de toda a gente e por volta dos 275-300 metros geriu as forças para voltar a terminar com folga sem dar hipótese às rivais. Allyson Felix ganhou com a melhor marca mundial do ano (49.28 que é também a melhor marca da americana que antes tinha 49.59) e chega às nove medalhas de ouro em Campeonatos do Mundo.
A luta pelo pódio permitiu a Shaunae Miller (Bahamas – 49.67) chegar à prata, enquanto o bronze foi para Shericka Jackson (Jamaica – 49.99), ambas melhorando as respetivas marcas pessoais. Nota para o facto da campeã de há dois anos (além de campeã olímpica em Pequim e vice em Londres), Christine Oherugo, ter acabado apenas na última posição da final com 50.63.
Atletismo
Acompanhe a 2.ª etapa do Circuito Mundial de Atletismo em Pista Coberta no Eurosport
28/01/2020 AT 15:12
Atletismo
Corra a Maratona de Nova Iorque com o Eurosport e reveja ainda o feito histórico de Kipchoge
30/10/2019 AT 16:02