Já não há volta a dar-lhe: Pequim marca a consolidação da holandesa Dafne Schippers, antiga heptatleta, como uma das rainhas da velocidade. A aposta saiu redonda já que depois da prata nos 100 metros chegou o ouro nos 200 com um tempo supersónico: 21.63, terceira mulher mais rápida da história, recorde dos campeonatos e recorde da Europa.
No 2º lugar ficou Elaine Thompson, da Jamaica, com 21.66, a quinta melhor marca de todos os tempos (perto do recorde da Jamaica de Merlene Ottey de 21.64). De resto o nível da final foi incrível, com três mulheres a correrem abaixo dos 22 segundos, já que a veterana Veronica Campbell, bicampeã olímpica (2004 e 2008), ficou com o bronze em 21.97.
Nota ainda para Diana Asher-Smith, que acabou em 5ª com uma marca de 22.07. Não só é recorde britânico, como também coloca Asher-Smith como a teenager mais rápida da história nesta distância, algo a confirmar no Rio em 2016.
Atletismo
Pequim: Bolt arrasa Gatlin nos 200 metros
27/08/2015 AT 13:15

Sergey Shubenkov

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SHUBENKOV SALVA A RÚSSIA
Era a prova mais aberta do dia e não dececionou. A final dos 110 metros barreiras foi estupenda, com o russo Sergey Shubenkov a correr pela primeira vez abaixo dos 13 segundos (com 12,98 entra no Top 20 de todos os tempos) e a levar a medalha de ouro, algo raro para a Rússia nestes Mundiais – tem apenas dois títulos mundiais neste momento quando em 2013 fechou com 17 e em 2011 com 19!
Hansle Parchment, da Jamaica, ficou no 2º lugar com 13.03. Esta foi também a última prova de Aries Merritt antes de se submeter a um transplante de rim, que lhe será doado pela irmã. O americano despede-se, por agora, com o bronze e com um tempo de 13.04.
Curiosa foi a prova dos 100 metros barreiras, onde logo nas meias-finais houve quedas e falsas partidas que tiraram, por exemplo, Dawn Harper-Nelson da luta pelas medalhas, isto depois da campeã olímpica de Pequim e vice em Londres ter chocado contra uma barreira e ter terminado a prova no chão.

100m barreiras

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A final foi menos atribulada e Danielle Williams ganhou com folga em 12.57, o seu melhor tempo de carreira. Podia ter havido uma segunda medalha para as irmãs Williams do atletismo, mas Shermaine foi apenas 7ª. Quanto às restantes medalhas, a alemã Cindy Roleder (12.59) levou a prata e a bielorrussa Alina Talay (que bateu o recorde nacional com 12.66) levou o bronze. Nota negativa para os Estados Unidos – que tinham 7 atletas no Top 10 do ano – que ficam sem medalha. Sharika Nelvis, atleta mais rápida em 2015 com 12.34 derrubou algumas barreiras e acabou a final no último lugar.
BOM NÍVEL NO COMPRIMENTO

Tianna Bartoletta

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O salto em comprimento teve um dia extraordinário, com as três primeiras a terminarem acima dos 7 metros. A americana Tianna Bartoletta conseguiu ficar com o ouro uma década depois de já o ter feito em Helsínquia (2005), na altura com apenas 19 anos. A marca decisiva chegou no último salto e com um registo de 7,14m, superior aos 7,07m da britânica Proctor (recorde nacional da Grã-Bretanha) e aos 7,01m da sérvia Spanovic (também recorde nacional).
Note-se que o registo de Bartoletta é o melhor salto registado numa final de Campeonatos do Mundo desde que a americana Joyner-Kersee conseguiu 7,32m em 1991, ela que dominou o comprimento com dois títulos entre 1987 e 1991, além do título olímpico em 1988.
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