Já tinha sido improvável ver Nicholas Bett a ganhar nos 400 barreiras, mas o Quénia não deixa de surpreender nestes Mundiais de Pequim e hoje ganhou no dardo. É verdade que Julius Yego chegou à China com a melhor marca mundial do ano (91,39m), mas era preciso confirmar nos Mundiais esse estatuto e foi o que Yego fez ao lançar 92,72 – passa a ser o terceiro melhor lançador de todos os tempos atrás do checo Zelezny e do finlandês Parviainen.
O nível do concurso foi espetacular, com cinco atletas a lançarem acima dos 87 metros, algo inédito na história do dardo. Basta dizer que os 82,97m que deram o bronze ao japonês Yukifumi Murakami em 2009 nem sequer permitiram entrar no Top 10 este ano. Dito isto, a prata foi para outro africano, Ihab El Sayed (primeiro egípcio medalhado em Mundiais) e o bronze ficou com o finlandês Tero Pitkamaki (m).
VAN NIEKERK SUPERSÓNICO NOS 400 LIVRES
Atletismo
Pequim: Bett devolve os 400 barreiras a África
25/08/2015 AT 13:55
Espetacular prova dos 400 metros, onde o sul-africano Wayde Van Niekerk protagonizou uma das maiores façanhas destes Mundiais, ao dar a volta à pista em 43.48 – quarto registo mais rápido da história, novo recorde de África e um tempo que sopra ao ouvido” do recorde do mítico Michael Johnson de 43.18 (Sevilha, 1999).

Wayde van Niekerk

Image credit: Reuters

Van Niekerk bateu o americano Lashawn Merritt e a prova de que esta final entra para o Top dos melhores momentos dos Mundiais é o tempo do 2º classificado, já que Merritt correu em 43.65, a quinta melhor marca da história. O bronze voou para a caribenha ilha de Granada através de Kirani James, campeão nos Jogos de Londres.
Também nos 400 metros, mas na prova com barreiras, a checa Zuzana Hejnova defendeu o título de Moscovo e prolongou o reinado mais dois anos ao correr em 53.50, melhor marca mundial do ano. Após um 2014 marcado por lesões, Hejnova aguentou a pressão das americanas Shamier Little, campeã mundial júnior no ano passado, que bateu por oito centésimos a compatriota Cassandra Tate.
CUBA DOMINA VARA E QUÉNIA NOS 3000 OBSTÁCULOS
Yarisley Silva, de Cuba, é a nova campeã mundial da vara. A pequenina cubana de 1,62 venceu o concurso após ultrapassar à primeira a fasquia colocada a 4,90m, isto ao 11º salto de Silva na competição, já que esteve perto de ser eliminada aos 4,70 que só passou à terceira tentativa.

Yarisley Silva

Image credit: Getty Images

É o primeiro grande título internacional de Yarisley Silva (3ª em Moscovo 2013), que ficou com o ouro à frente da brasileira Fabiana Murer e da grega Nikoleta Kyriakopoulou. Fora do pódio ficou a campeã olímpica Jenn Suhr, dos Estados Unidos.
Finalizamos com os 3000 obstáculos, onde o Quénia, que já tinha ganho nos homens com Ezekiel Kemboi, fez o mesmo nas mulheres com Hyvin Kiyeng Jepkemoi. Após o título em Moscovo da ausente (por lesão) Milcah Chemos Cheywa, em Pequim Jepkemoi nunca se mostrou durante a prova, aparecendo apenas na reta final onde sprintou mais rápido do que a tunisina Habiba Ghribi, que partiu como favorita depois de conseguir no Mónaco a melhor marca do ano (9:11.28). A queniana venceu a corrida em 9:19.11; a surpresa surgiu no 3º lugar, conquistado pela germânica Gesa-Felicitas Krause, de apenas 23 anos.
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