Aproxima-se o fim do ano e com ele o ciclismo prepara-se para hibernar, pelo menos em termos competitivos, já que a maior parte dos atleta rapidamente começará a treinar com 2016 na mira. Para a ponta final o pelotão tem pela frente a Volta à Lombardia, última prova do circuito WorldTour, agora que o pelotão já não tem que rumar ao Oriente para a Volta a Pequim.
Apesar do sol enganador e da temperatura agradável em boa parte da Europa, a verdade é que o Outono chegou em força e com ele chega também a “Corrida das Folhas Mortas”. Situada estrategicamente uma semana após os Mundiais de Richmond, que na vertente masculina coroaram Peter Sagan (prova de fundo) e Vasil Kiryienka (contrarrelógio), conta sempre com um grande cartas e este ano mantém-se a tradição. A armada portuguesa faz-se representar por Rui Costa (Lampre-Merida), André Cardoso (Cannondale Garmin), José Mendes (Bora-Argon) e Bruno Pires (Tinkoff).
Quanto aos candidatos, naturalmente que a Lombardia assenta bem às características de Rui Costa (3º no ano passado), que ainda mais vem da América do Norte com a moral em alta após ser 3º no GP do Québec e 9º nos Mundiais. Entre os ex-vencedores, nota para a ausência de última hora de Joaquín Rodríguez (Katusha – 1º em 2013 e 2012); já presente estará Philippe Gilbert (BMC – 1º em 2010 e 2009), que concluiu a digressão “americana” com Top 10 nas três provas em que esteve. Damiano Cunego liderará a Nippo-Vini Fantini, mas desde há muito que do tricampeão da Lombardia (2008, 2007 e 2004) está fora das listas de favoritos.
Ciclismo
Camisolas arco-íris em jogo nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada
17/09/2021 AT 12:18

rui costa

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O campeão em título, Dan Martin, também estará em prova. O irlandês está de saída da Cannondale (vai para a Etixx) e recordemos que teve que abandonar a Vuelta devido a queda, mas em provas de um dia como Liège e Lombardia é sempre candidato. O favoritismo vai por isso para Alejandro Valverde (Movistar), que chega à Lombardia com o ranking do WorldTour já conquistado, um 2º lugar em 2014 e um portfólio de grandes clássicas conquistadas de fazer inveja a qualquer um. O “Bala” é talvez o grande favorito a para de Rodriguez, mas cuidado com o polaco Rafal Majka (Tinkoff-Saxo), que está a fazer um final de temporada espetacular e que já foi 3º na prova italiana há dois anos.
A lista de candidatos é grande e a de outsiders ainda maior – Tim Wellens (Lotto-Soudal), Thibaut Pinot (FDJ) Romain Bardet (Ag2r) e duo da Etixx Michal Kwiatkowski/Rigoberto Uran – daí que fica o destaque para um dos blocos mais sólidos, o da Orica, que traz o vencedor de San Sebastian, Adam Yates, o 5º classificado da Vuelta, Esteban Chaves, o veterano Michael Albasini (6º em 2014), que pode ser carta a jogar dependendo das circunstâncias de corrida, e o fustigado pelas lesões Simon Gerrans, apesar de tudo um nome que surpreende quando menos se espera.
ITALIANOS A SECO NOS MONUMENTOS DESDE 2008!

Vincenzo Nibali

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A correr em casa, a melhor aposta dos italianos é o campeão nacional, Vincenzo Nibali, que coleciona grandes Voltas e curiosamente nunca ganhou um Monumento! O Tubarão tem corrido de raiva após a exclusão da Vuelta e já leva duas vitórias desde então – Coppa Bernocchi e Tre Valli Varesine – apresentando-se como um dos principais homens a ter em conta.
Historicamente, domingo cumprem-se 2542 dias desde que um italiano ganhou pela última vez um Monumento (precisamente a última vitória de Cunego na Lombardia), pelo que caso falhe Nibali as atenções viram-se para o veterano Davide Rebellin (CCC), que há 23 anos correu pela primeira vez a prova e terminou em 9º, ou quem sabe para o outsider Diego Rosa (Astana), recente ganhador da Milão-Turim. Mesmo assim os atletas da casa têm levado vantagem clara – 67 vitórias em 108 edições.
PERCURSO MAIS DURO QUE EM 2014

Daniel Martin, Purito e Valverde

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O quinto e último monumento de 2015 tem 245km entre Bergamo e Como, e o destaque vai para o regresso do Muro di Sormano, que no ano passado não esteve no percurso. A subida tem um início banal com 5,1km a 6,6% de média – conhecida como Colma di Sormano – mas passa a categoria de “muro” com os 1900 metros finais que têm percentagem média de 15,8% e rampas máximas de 27%. Foi um dos pontos marcantes da Lombardia até aos anos 60, até que as queixas dos corredores levaram à sua exclusão.
Antes deste ponto – colocado a 55 km do final – o pelotão cumpre a habitual passagem por Madonna del Ghisallo (8,6km, média 6,2%). Mais perto do final há que ter em conta dois pontos onde a corrida pode ser atacada: Civiglio (4,2km, média 9,7%) e San Fermo Della Battaglia (3,3km, média 7,2% e rampas máximas de 10%); desta última subida até à meta são pouco mais de 5km, a maior parte dos quais em descida até à cidade com nome de lago famoso, Como.
Após a Volta à Lombardia ficam concluídos os cinco Monumentos de 2015, que incluem Milão-Sanremo, Volta à Flandres, Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liège.
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