Corre-se desde 1935 – quando foi ganha pelo belga Gustaaf Deloor – e em 2015 vai para a estrada pela 70ª edição. A Vuelta a Espanha arranca este sábado de Puerto Banús, no sul do país, com um elenco de luxo que provoca uma sensação de “déjà vu” em relação ao Tour de France.
Desde logo porque do Top 5 do Tour estão todos presentes, menos Alberto Contador. El Pistolero não defende o título conquistado no ano passado, mas os candidatos à sucessão são de peso. Começando pelo vencedor do Tour, Chris Froome (Sky), 2º em duas edições da Vuelta; a maior oposição deve vir da Movistar, que traz o duo dinâmico que esteve no pódio no Tour, Nairo Quintana (Movistar) e Alejandro Valverde (líder do ranking World Tour). Espera-se ainda uma super Astana, liderada pela experiência de Vincenzo Nibali (vencedor das três grandes Voltas) e pela irreverência de Fabio Aru, 5º em 2014.
Imprevisível e colocada numa fase da época em que é salvação da temporada para uns e demasiado dura para outros, é preciso ter em conta o forte lote de outsiders. Joaquim Rodriguez continua na missão de carreira de tentar a primeira vitória numa “grande” (o 3º lugar de 2012 é o melhor registo do capitão da Katusha na Vuelta); Mikel Landa pode ser o plano “C” da Astana, sobretudo após provar com o 3º lugar (e duas etapas ganhas) no Giro que é corredor de três semanas, embora se saiba que deixará a equipa para assinar pela Sky e isso retira-lhe margem para liderar; Tejay Van Garderen (BMC) procura a redenção após o abandono nos Alpes quando seguia em 3º, agora regressa a uma corrida onde só esteve em 2010 como neo-pro (foi 35º); Rafal Majka terá a possibilidade de liderar a Tinkoff-Saxo na ausência de Contador e assim provar que é um digno sucessor do Pistolero, depois de já ter mostrado no Giro (onde foi 6º em 2014 e 7º em 2013) que tem o que é preciso para lutar pela vitória; e finalmente Jurgen van den Broeck (Lotto Soudal), que desde 2009 correu sempre o Tour e este ano decidiu apostar tudo na Vuelta… pode ser o “all in” do belga de 32 anos que foi 4º na Volta a França de 2012.
Ciclismo
Olé Vuelta!
27/07/2015 AT 10:34
As grandes figuras não se resumem aos favoritos à geral, já que em Espanha vão estar caça-etapas como Peter Sagan e Fabian Cancellara, que tentarão retirar protagonismos a sprinters de qualidade como John Degenkolb (Giant-Alpecin), Nacer Bouhanni (Cofidis), Matteo Pelucchi (IAM), Caleb Ewan (Orica), Kris Boeckmans (Lotto Soudal) e Danny van Poppel (Trek).
OS NÚMEROS DA VUELTA

Alejandro Valverde e Joaquim Rodriguez

Image credit: Panoramic

2 | Num pelotão de 198 corredores é quase uma casualidade que à partida alinhem apenas dois ex-vencedores. Alejandro Valverde (em 2009, sobre Samuel Sanchez e Cadel Evans) e Vicenzo Nibali (em 2010 sobre Ezequiel Mosquera) são as exceções. No caso do murciano é a única conquista em grandes Voltas em 17 participações.
3 | Número de participações de Chris Froome na Vuelta. O líder da Sky foi 2º (2011 e 2014) e 4º (2012); procura agora tornar-se o primeiro corredor a conseguir a dobradinha Tour-Vuelta desde que em 1995 a prova espanhola foi colocada nesta posição do calendário. Só dois atletas venceram as duas provas no mesmo ano, embora com a ordem Vuelta-Tour, já que a Vuelta decorria na primavera: Jacques Anquetil (1963) e Bernard Hinault (1978).
4 | As vitórias de Roberto Heras na geral, recordista da história da Vuelta, mais um do que o suíço (nascido na Dinamarca) Tony Rominger. O campeão em título, Alberto Contador, também tem três.
13 | É o número de etapas catalogadas pela organização como de "média ou alta montanha", sendo que montanhas categorizadas há 44 no total das três semanas. Há ainda 6 etapas planas, um contrarrelógio por equipas (prólogo de abertura com 7,4 km entre Puerto Banús e Marbella) e um individual (38,7 km à 17ª etapa em Burgos).
30 | Percentagem máxima de inclinação do final de etapa inédito em Ermita de Alba, no Principado de Astúrias. Não tem a história do vizinho Angliru, nem nada a ver em termos de características, mas apresenta dados interessantes: 6,6 km de extensão, com 11,2% de média e a rampa mais inclinada de 30% a surgir precisamente no quilómetro final.
1997 | Primeira vez que a Vuelta partiu do estrangeiro. Lisboa, que pretendia visibilidade para a iminente Expo 98, foi o local escolhido. O dinamarquês Lars Michelsen venceu na chegada ao Estoril, enquanto Alex Zülle seria o campeão.

Carlos Sastre em 2008

Image credit: Imago

2008 | Da mesma forma que Froome vem tentar a dobradinha Tour-Vuelta, também Carlos Sastre embarcou na aventura após o único Tour de France que ganhou na carreira. Em 2008 o corredor natural de Leganés, cidade dormitório situada nos arredores de Madrid, acabou a Vuelta em 3º a 4:12 de Alberto Contador. Deixaria o ciclismo no final de 2011 sem vencer a Vuelta – o melhor que conseguiu foi ser 2º (2007) – mas com 7 pódios nas três grandes”.
2016 | Esteve em cima da mesa, chegando à fase dos contactos formais, que a partida da Vuelta do próximo ano fosse feita no Porto. Infelizmente, como confirmou o diretor da prova, Javier Guillén, em entrevista ao diário As, esta semana, essa já é uma ideia que faz parte do passado: "Querem-nos na Bélgica, Grã-Bretanha e Holanda. Como caiu a hipótese de saída do Porto em 2016 partiremos de Espanha. Em 2017 iremos a Nimes (França). Adoraríamos terminar nas Canárias um ano, seria o nosso maior desafio logístico".
3357,1 | É o total de quilómetros que serão percorridos nas 21 etapas. A partida faz-se na Costa do Sol, concretamente em Puerto Banús, e o final é o tradicional circuito de consagração em Madrid.
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