A edição deste ano, em Renfrewshire, Glasgow, na Escócia, conta uma vez mais com as melhores nações do “velho continente”. Nos homens, a Suécia de Niklas Edin, equipa bicampeã em título, persegue a sua terceira vitória consecutiva e 10.ª do historial. Mas a Escócia, nação no topo com 12 triunfos, joga em casa.
Nas senhoras, a Rússia de Anna Sidorova defende o título, depois da vitória na final do ano passado sobre a Escócia por 6-4. As russas lideradas pela skip de 25 anos querem a terceira medalha de ouro, depois das conquistadas em 2012 e 2015. A Suécia volta a ser a grande favorita, nação que conta com 19 títulos europeus.
O Eurosport emite os encontros femininos e masculinos da fase de Round Robin (fase de grupo em que todas as seleções jogam entre si), rumo à final. O evento é importante para garantir pontos para o seguinte mundial em 2017 e ainda para os Jogos Olímpicos de Inverno em 2018 em PyeongChang, na Coreia do Sul.
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05/12/2019 AT 15:55
Regras do Curling:
O curling é jogado sobre o gelo, com pedras de granito que pesam aproximadamente 19 kg. O tamanho da superfície de jogo é de cerca de 42 m de comprimento por 4,25 m de largura. No final da pista existe uma “casa de marcação” (vários anéis concêntricos) onde deverão ser colocadas as pedras lançadas.
O Jogo divide-se em 10 “ends”, sendo que um “end” é algo equivalente a um “set” no ténis. Em cada “end” os 4 elementos de cada equipa lançam 2 pedras cada um.
O objetivo é, após jogar todas as pedras em cada “end”, colocar uma pedra da nossa equipa o mais próximo possível do centro da casa, também chamado “button”. Após o lançamento de todas as pedras, a equipa com a pedra mais próxima do “button”, dentro da “casa de marcação”, ganha o “end”. Marca um ponto... ou mais. Caso também tenha a segunda pedra mais próxima do centro, marca 2, e assim por diante, 3 pontos se tiver as 3 pedras mais próximas, 4 se tiver as 4 mais próximas do centro, etc.
Após cada “end” somam-se os pontos obtidos. No final do 10.º “end” ganha a equipa com maior número de pontos.
O jogo é altamente tático e, algumas vezes, chega-se ao 10.º “end” com um empate. Quando assim é, recorre-se a um “end” extra para desempatar. Por outro lado, quando a diferença no marcador é muito grande após o 6º “end”, os jogadores da equipa que está a perder, podem aceitar a derrota, sem que haja necessidade de continuar o jogo.
Lançamentos
Existem três tipos básicos de lançamento: Draw, Takeout e Guard. O termo “draw” aplica-se ao lançamento simples de uma pedra para dentro da “casa de marcação”. Temos também o “takeout” que resulta de um lançamento para retirar uma pedra adversária de dentro da “casa de marcação” e, finalmente o “guard”, uma pedra que se lança de modo a proteger outra, fazendo barreira.
Para além destes lançamentos principais, existem outros tipos de lançamento como o “raise”, que visa acertar numa pedra da nossa equipa de modo a que esta fique mais bem posicionada, ou o “hit and roll” que consiste em acertar numa pedra adversária, projetando-a para fora da casa e fazendo com que a nossa role para o interior da casa, ficando protegida por outras pedras.
Existe ainda a fundamental ação de escovagem. Quando uma pedra é lançada, alguns elementos da equipa podem escovar o solo à frente da pedra. Com este movimento a pedra pode percorrer uma maior trajetória ou até variar a sua direção. Dependendo do tipo de gelo, estima-se que uma pedra possa chegar a percorrer mais 3 metros que o inicialmente previsto graças à escovagem, podendo também a sua direção ser alterada até cerca de 50 cms.
História
Acredita-se que o curling tenha surgido algures na Flandres durante a Idade Média. Certo é que existem registos de jogos no início do século XVI, graças a alguns quadros e também a uma pedra que tem inscrita uma data dos primeiros anos do século XVI. Jogava-se nas festas populares, no Inverno, nos canais gelados com seixos dos rios e vassouras feitas com gravetos ou palha. Também há registo de jogos, mais ou menos na mesma altura, no outro lado do canal da mancha, mais concretamente na Escócia. É, aliás, exatamente na Escócia que surgem as primeiras regras “no papel”. O The Royal Caledonian Curling Club é considerado o Clube-mãe do curling. Posteriormente, o desporto “emigrou” na mala dos que deixaram a Europa rumo ao novo mundo onde se desenvolveu muito. Hoje em dia, o Canadá é a maior das pátrias do curling, com mais de 1 milhão de praticantes federados.
Gonçalo Moreira, comentador de curling do Eurosport: “Pátria do curling e país que fornece dois terços das pedras que deslizam sobre ringues de gelo de todo o mundo, o próximo europeu tem um caráter emocional grande para a Escócia. Tendo isto em conta, espera-se uma resposta à altura na competição, particularmente da equipa que Eve Muirhead. A pressão existe: a Escócia não vence o Europeu (feminino) desde 2011. Além disso, Muirhead capitaneou o quarteto que perdeu a final passada contra a Rússia de Anna Sidorova e que em março deste ano falhou a presença na disputa pelas medalhas do Campeonato do Mundo.
Portanto, no quadro feminino, a Escócia de Muirhead tem um encontro com a história, mas para que isso se verifique terá que se sobrepor à campeã Rússia, que vem fortíssima (3ª classificada no Mundial), e à Suíça (de Binia Feltscher), vencedora do título mundial. Tarefa nada fácil.
O quadro masculino tem sido mais previsível. A Suécia de Niklas Edin venceu três dos últimos quatro Europeus e deve voltar a contar com a oposição da eterna rival Noruega, de Thomas Ulsrud. Curiosamente quer Edin quer Ulsrud falharam o apuramento para as medalhas no Mundial e é daí que pode vir a surpresa: a Dinamarca de Rasmus Stjerne foi vice-campeã no Canadá e pode fazer história já que nunca venceu o título continental”.
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