Em 1996, quando a MLS começou, todos os clubes partilhavam estádios com equipas da NFL ou do futebol americano universitário. O futebol americano (não o soccer) detém desde há 30 anos o título de “desporto favorito da nação”, tendo obtido a preferência de 35% dos americanos questionados por uma sondagem da ESPN, em 2014 – o baseball ocupou o segundo lugar (14%), seguido por futebol americano universitário (11%), desportos motorizados (7%) e NBA (6%).
Serve isto para contextualizar o porquê de a MLS ter tido que se colar a estádios gigantescos, como, aliás, ainda acontece em casos pontuais, como o Orlando City, que joga no Citrus Bowl (capacidade para 65 mil pessoas) até se mudar para o novo estádio, mais moderno, pensado para o futebol e com lotação para cerca de 25-28 mil espetadores.
Vinte anos após a fundação da MLS o cenário mudou radicalmente: 14 das 20 equipas têm estádios próprios, apenas três jogam em recintos partilhados com equipas de futebol americano e uma, o New York City, ocupa o relvado dos Yankees do baseball. Já há 15 clubes a jogar em relva natural, mantendo-se cinco superfícies artificiais, sem que daí resulte grande polémica – bem diferente do que aconteceu no início da época em Portugal, quando a Liga obrigou (assumindo os custos) o Boavista a voltar à relva natural em detrimento do sintético do Bessa, único na primeira divisão.
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CREW STADIUM FOI O PRIMEIRO
Foi preciso chegar a 1999 para que uma equipa da MLS tivesse finalmente estádio próprio. Com a criação do Crew Stadium, o Columbus Crew chegou ao sonho americano antes da concorrência e pôs fim a três épocas a jogar no relvado da universidade de Ohio State, estado onde está baseado. Atualmente conhecido como Mapfre Stadium, senta quase 20 mil pessoas.

POR only crew stadium columbus

Image credit: Other Agency

O mais moderno e recente está em San José, na Califórnia. A casa dos Quakes é o Avaya Stadium, com 18 mil lugares, aberto em fevereiro deste ano. O recinto tem uma particularidade: possui o maior bar ao ar livre da América do Norte, uma zona com cerca de 1 hectare, isto é, quase o equivalente a um campo de futebol!
Para esta “corrida ao estádio” muito tem contribuído a boa resposta do público: na temporada passada a MLS bateu Ligas como a brasileira, a argentina e a holandesa em média de espetadores, com 19,148 em média por jogo (mais de 6,1 milhões no total da temporada). Pelo sexto ano consecutivo os Seattle Sounders lideraram os números, com média de 43 mil nas bancadas.
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