No início do ano, os adeptos dos New York Red Bulls organizavam manifestações de protesto contra uma administração que havia despedido o treinador Mike Petke e que não trouxera nenhum grande nome para substituir Tim Cahill e Thierry Henry. Soava, perante o aparecimento dos New York City, a algum desinvestimento da parte dos donos dos Red Bulls e os rumores apontavam até para uma eventual venda da equipa, caso os resultados desportivos sofressem com a rivalidade. A verdade é que, nove meses depois, talvez os antigos Metrostars nunca tenham estado tão perto de vencer a MLS Cup na sua história.
Vencedores da Supporters’ Shield, os New York Red Bulls ultrapassaram sem problemas os DC United nos quartos-de-final. Com a pressão a campo inteiro a continuar a fazer vítimas entre os adversários, a equipa nova-iorquina confia nos médios Felipe Martins e Dax McCarty como líderes de uma equipa, que tem na qualidade de passe de Sacha Kljestan e no faro de golo de Bradley Wright-Phillips as suas principais armas para bater Columbus. Jesse Marsch só terá a lamentar a lesão do defesa-central Damien Perrinelle, já que o experiente francês foi um dos baluartes defensivos da equipa.

Mike Grella and Anthony Wallace of the New York Red Bulls celebrate a goal

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Futebol
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18/12/2020 AT 14:01
Os Columbus Crew regressam às meias-finais da MLS, onde estiveram pela última vez em 2008, ano em que também conquistaram a MLS Cup. No plantel da equipa do Ohio também não se encontra nenhum craque internacional, cabendo a Kei Kamara, originário da Serra Leoa, mas formado para o futebol nos Estados Unidos, o papel principal. Kamara é um autêntico homem-golo, capaz de ganhar vantagens em curtos espaços de terreno e dono de um cabeceamento fortíssimo. Conjugado com o talento dos extremos Finlay e Justim Meram e na criatividade de Higuaín, qualquer liberdade dada a Kamara pode ser fatal. Também no meio-campo o Columbus apresenta jogadores bem sólidos, como Tchani e Trapp, naquele que poderá ser a zona do terreno onde o duelo terá mais faísca.
A Oeste, tudo de novo
Mesmo estando integrados entre o lote de possíveis outsiders numa Conferência onde o equilíbrio se desenhava no topo da tabela, poucos acreditariam ver um Portland Timbers - FC Dallas nas meias-finais da MLS 2015. Em Portland, Caleb Porter entrava na temporada sem o seu melhor jogador, Diego Valeri, a recuperar de lesão, enquanto várias mexidas na equipa precisavam de tempo para ser comprovadas. Já em Dallas, Oscar Pareja estava dependente de muita juventude para fazer frente a uma temporada de enormes desafios. Contra os prognósticos, no entanto, Portland e Dallas fizeram vingar os projetos mais atrativos, em termos de futebol jogado, do Oeste americano.

FC Dallas

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Para os vencedores da Conferência na fase regular, os FC Dallas, a sensação de se poder estar a criar uma equipa para o futuro é bem presente. Fabian Castillo, o colombiano que faz sonhar a partir da faixa esquerda do ataque, tem apenas 23 anos. Elementos fundamentais no momento ofensivo, como Mauro Díaz (24) ou Tesho Akindele (23), a dupla de médios-centro composta por Victor Ulloa (23) e Kellyn Acosta (20) ou o guarda-redes que garantiu a passagem a esta ronda com a defesa de três grandes-penalidades, Jesse González (20), poderiam, todos eles, ser portadores do Cartão Jovem. O perfume sul-americano da equipa é inegável e, conseguindo manter o equilíbrio em Providence Park, a casa dos Timbers onde se jogará a primeira mão, poderão decidir o acesso à final no seu estádio.
Os Portland Timbers escolheram o caminho mais difícil até estas meias-finais, sendo a única equipa que se viu obrigada a disputar a primeira ronda do Playoff a atingir esta fase. Depois de vencer nas grandes penalidades frente ao Sporting Kansas City, deixou pelo caminho uns irreconhecíveis Vancouver Whitecaps. Diego Valeri deixou de ser a peça essencial dos Timbers, embora tenha enorme responsabilidade no bom momento da equipa. Darlington Nagbe é agora a estrela que rasga, com a sua velocidade, as transições ofensivas da equipa que confia, sobretudo, na qualidade da sua defesa. Nat Borchers e Liam Ridgewell, experimentados centrais, mais o guarda-redes ganês Larsen Kwarasey são garantias de estabilidade numa equipa alimentada pelo fogoso treinador.
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