Em novembro, a programação do Eurosport dá amplo destaque à patinagem artística com a cobertura dos quatro Grande Prémios da ISU, que antecedem a final de Marselha, onde se reúnem os seis melhores atletas da época de todas as disciplinas. Moscovo, Paris, Pequim e Sapporo são os palcos das quatro etapas que restam nas ‘Series’ depois das provas de Estados Unidos e Canadá.
Ao longo do mês acompanhe a competição entre os melhores patinadores do mundo que lutam pelos vários títulos: feminino, masculino, de pares e de dança de cada Grande Prémio. Finalizada a competição, realiza-se a gala com a exibição das melhores performances.
A União Internacional de Patinagem (ISU), escolhe entre os 7 primeiros do ‘ranking’ quais as provas em que estes podem competir. Assim, garante um maior equilíbrio em termos competitivos e a presença de grandes estrelas em todas as etapas do campeonato.
Patinagem Artística
Eurosport emite mais de 34 horas em direto dos Mundiais de patinagem artística
23/03/2021 AT 22:37
Não perca toda a elegância e técnica apurada dos patinadores nos eventos do ‘Grand Prix Series’ no Eurosport com os comentários da experiente dupla Fernanda Fernandes e Helena Gouveia.
GP da Rússia: Moscovo de 4 a 7 de novembro
O Grande Prémio da Rússia, Rostelecom Cup, realiza-se entre os dias 4 e 7 de novembro em Moscovo. A nação anfitriã goza de grande tradição nesta modalidade, na qual se destacam nomes históricos como os de Irina Slutskaya ou Evgeni Plushenko. Ambos são os patinadores com maior número de vitórias no GP da Rússia, com um total de 15.
A russa Elena Radionova compete em casa e é a favorita do público para chegar à vitória, mas as compatriotas Anna Pogorilaya ou Julia Lipnitskaia prometem dar luta. Ainda assim estão muito longe dos sete triunfos de Sltutskaya.
Nos homens, as duas últimas edições foram dominadas por Javier Fernández, que procura em 2016 o seu terceiro triunfo consecutivo na capital russa. O espanhol revelou dar-se bem com os ares frios da Rússia; nas últimas cinco edições só falhou o pódio uma vez. Plushenko continua a ser “Rei e Senhor”, apesar de já estar aposentado, com um total de oito títulos no GP da Rússia, sete dos quais obtidos de forma consecutiva entre 1999 e 2005. Foi igualmente o último russo a subir ao lugar mais alto do pódio, em casa, depois da vitória em 2009.
Nos pares, a dupla da Rússia Ksenia Stolbova e Fedor Klimov venceu as duas últimas edições da prova, mas este ano não compete, pelo que falha a possibilidade de tentar o “tri”.
Na dança, o par Kaitlyn Weaver e Andrew Poje, do Canadá, tenta trazer mais uma vez para casa a medalha de ouro, depois da vitória em 2015.
GP de França: Paris de 11 a 13 de novembro
Também conhecido no passado como GP Internacional de Paris, Troféu Lalique ou Troféu Éric Bompard, o GP de França é a quarta prova do calendário e está marcada para os dias 11 e 13 a novembro, em Paris. Em 2015, a competição realizada em Bordéus foi cancelada um dia após o seu início devido aos ataques terroristas que assolaram a capital francesa.
A última patinadora francesa a conquistar o ouro no GP de França foi Laetitia Hubert em 1997. Um ano mais tarde, o bronze de Vanessa Gusmeroli marcou a derradeira vez que uma patinadora gaulesa subiu ao pódio até aos dias de hoje. Foi também nesse ano de 1998 que a russa Maria Butyrskaya iniciou a sua prestação triunfal, garantindo quatro títulos consecutivos. Está apenas a um da recordista, a francesa Surya Bonaly. Em 2015, a vitória coube a Gracie Gold, mas em 2016 Evgenia Medvedeva da Rússia ou Mao Asada do Japão prometem dar muita luta à norte-americana.
Nos homens, o russo Alexei Yagudin dominou entre 1997 e 2001, conseguindo o título em cinco ocasiões de forma consecutiva. Atrás dele, na lista de patinadores mais bem-sucedidos, figura o canadiano Patrick Chan, campeão por 4 vezes.
A última vitória de um patinador francês aconteceu em 2006 com o “histórico” Brain Joubert. Na última edição, o triunfo sorriu ao japonês Shoma Uno.
A dupla da Alemanha Aliona Savchenki e Bruno Massot e a dupla da Rússia Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov prometem uma luta acesa pelo ouro na prova de pares. Já na dança, o duelo antevê-se equilibrado entre os norte-americanos Madison Hubbell e Zachary Donohue e os anfitriões Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron, atuais campeões do mundo.
GP da China: Pequim de 18 a 21 de novembro
A grande popularidade que a patinagem artística goza na China levou a que em 2003 a ISU substituísse do seu calendário o GP da Alemanha pelo daquele país asiático. Ao longo dos anos tem variado de local passando por cidades como Pequim, Nanjin, Harbin e Xangai. Esta época, à semelhança da anterior, o GP (Audi Cup of China) volta a realizar-se no Ginásio Indoor da capital chinesa, que tem capacidade para 17 mil pessoas.
Nunca uma patinadora chinesa subiu ao pódio na vertente individual. Na época passada, a japonesa Mao Asada foi a melhor, mas em 2016 prevê-se que não irá competir na etapa chinesa. As russas Elena Radionova e Elizaveta Tuktamysheva (campeã em 2014) são as favoritas à conquista do ouro.
Já nos homens, Yan Han foi o único a dar uma grande alegria ao público local aquando da conquista do ouro em 2013, em Pequim. Foi apenas um dos quatro patinadores chineses a subirem ao pódio nos 14 anos de história de competição, junto com Chengjiang Li, Jin Boyang e Nan Song. Javier Fernández é o campeão em título, mas não deverá competir nas restantes etapas depois de já ter marcado presença na Rússia e em França. Patrick Chan, que venceu no Canadá, espera obter o segundo título da temporada, mas terá concorrência à altura de nomes como os do checo Michal Brezina ou do patinador da casa Jin Boyang.
História bem diferente acontece nas provas de pares, onde os chineses dominam quase por completo com nove vitórias de duplas da casa, em 13 edições. Já na dança, os pares russos têm maior número de vitórias, com um total de cinco.
GP do Japão: de 25 a 27 de novembro
O GP do Japão, mais conhecido como o troféu NHK, nome que recebe da televisão pública japonesa, é um dos eventos de maior história no calendário. Realizado pela primeira vez em 1979, o GP nipónico só em 1995 é que foi integrado nas “Series” da ISU. Desde a sua criação tem passado por várias cidades como a capital Tóquio, Sapporo, Kobe, Kushiro, Asahikawa, Chiba, Morioka, Nagoya, Osaka, Nagano, Quioto ou Sendai. A popularidade da modalidade por terras asiáticas é gigante e nomes como os de Yuzuru Hanyu, Daisuke Takahashi, Nabunari Oda, Midori Ito ou Mao Asada contribuíram para que a patinagem chegasse a um público mais vasto.
Triunfar no Japão não será tarefa fácil para os patinadores estrangeiros. Desde 1979 houve 18 títulos a irem parar às mãos das japonesas, sendo Midori Ito a recordista com um total de seis. Nos últimos 14 anos, 11 patinadoras da casa conquistaram o título no Japão, com especial destaque para Mao Asada a somar quatro deles. Satoko Miyahara defende o título e terá concorrência das compatriotas Yura Matsuda e Wakaba Higuchi.
No setor masculino, o triunfo sorriu por 13 vezes aos patinadores da casa em toda a história da prova. Com um total de seis, o japonês Daisuke Takahashi destaca-se como o atleta com maior êxito. Conseguiu igualmente uma medalha de prata e outra de bronze no mesmo GP. Desde 2005, só houve vitórias para os japoneses, à exceção do triunfo do francês Brian Joubert em 2009. Yuzuru Hanyu marca presença na etapa deste ano e defende o título, depois do segundo lugar obtido no Canadá no final de outubro passado.
Hanyu esteve em grande nesta pré-época, ao fazer um “quadruplo loop”, pela primeira vez na história da modalidade, durante o programa curto, no “Challenger Series”, em Montreal, no Canadá, a 30 de setembro. Já tinha encerrado a época passada com um triunfo na final de Barcelona, batendo o espanhol Javier Fernández.
Em pares, a dupla Meagan Duhamel e Eric Radford do Canadá também marca presença em Sapporo para tentar a tripla medalha de ouro consecutiva. Na dança, os pares norte-americanos têm dominado e esperam subir novamente ao lugar mais alto do pódio.
No final das seis etapas do ‘Grand Prix Series’, os seis melhores patinadores de todas as disciplinas apuram-se para o Grande Prémio Final, que esta época decorre na cidade francesa de Marselha, entre os dias 8 e 11 de dezembro.
O Eurosport garante ainda destaque à patinagem artística com a transmissão das seguintes provas:
Campeonato da Europa, em Ostrava, na República Checa, de 25 a 29 de janeiro de 2017.
Campeonato dos Quatro Continentes, em Gangneung, na Coreia do Sul, de 14 a 19 de fevereiro.
Campeonato do Mundo, em Helsínquia, na Finlândia, de 29 de março a 2 de abril de 2017
Helena Gouveia, comentadora de patinagem artística do Eurosport: “É um desporto único no qual se reúnem música, dança, beleza e risco. Não se encontra isso em mais lado nenhum. A disciplina está em constante evolução. Recentemente foi realizado pela primeira vez o ‘quadruplo loop’, uma manobra complicadíssima. No fundo, é o ballet sobre o gelo, mas aqui a diversidade é maior. Permite mais liberdade criativa”.
Fernada Fernandes, comentadora de patinagem artística do Eurosport: Shoma Uno, Yuzuro Hanyu, Javier Fernández, Patrick Chan são as grandes estrelas a ter debaixo de olho para as próximas provas do calendário antes da grande final de Marselha em dezembro.
No setor feminino, a Rússia conseguiu superar os fracos resultados dos anos anteriores e está agora a liderar o ‘ranking’ mundial, com uma equipa jovem de onde se destaca Evgenia Medvedeva de apenas 16 anos. As norte-americanas e japonesas vão mantendo-se nos lugares de topo com Ashley Wagner, Mao Asada e Satoko Miyahara em muito bom plano.
Nos pares, o grande domínio sempre foi chinês, mas o Canadá apresenta-se em força, não só com os Campeões do Mundo Meagan Duhamel e Eric Radford, mas também com os recém-chegados ao escalão sénior Julianne Seguin e Charlie Bilodeau. Na dança vale mesmo a pena ver o par canadiano Tessa Virtue e Scott Moire ausentes desde os últimos jogos olímpicos e os Campeões do Mundo, os franceses Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron.
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