Apesar de ser um dos grandes favoritos, o polaco não entra em euforias e considera-se o seu “maior rival” numa entrevista concedida ao Eurosport, televisão que emite todas as provas do histórico torneio de saltos de esqui, incluindo a do primeiro dia do ano novo, uma tradição que o público do centro e norte da Europa não falha.
Como encaras o Torneio dos Quatro Trampolins desde ano? Vês-te com capacidade para vencer novamente as quatro provas?
Vencer os Quatro Trampolins na época passado foi um grande prémio para mim e para toda a equipa. Cada competição deu-nos novas experiências e imensas emoções positivas, mas isso agora já faz parte do passado. Temos uma nova temporada pela frente e um novo Torneio dos Quatro Trampolins que está à porta. O meu trabalho é fazer as coisas o melhor que posso da forma que sei e isso significa saltar o melhor possível em todas as competições. Esse é o meu único objetivo e estou completamente concentrado nele. Não procuro recordes nem êxitos que me tirem a alegria e satisfação que me produzem os saltos de esqui.
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Quem consideras os teus principais rivais e porquê?
Sou o meu maior rival! (Risos). A cada salto enfrento as minhas debilidades, emoções e habilidades.
O que te levou a ganhar interesse nos saltos de esqui? Sempre quiseste fazê-lo a nível profissional desde que eras criança?
Nasci e cresci em Podhale, a região mais meridional da Polónia, onde o inverno é o mais comprido em todo o país, e os desportos de inverno são muito populares. Em criança coloquei os esquis pela primeira vez e gostei muito. Depois de algum tempo, só deslizar pelas colinas não era suficiente e comecei a procurar algo mais. Muitos rapazes do meu bairro andavam a construir pequenas rampas para os saltos e tentavam imitar os seus ídolos. Bastaram-me apenas algumas tentativas e depois já não conseguia pensar em mais nada do que saltar mais alto e mais longe. E assim começou a minha aventura nos saltos.
Sentias alguma paixão por outros desportos quando eras mais novo?
Desde pequeno era muito interessado pelo desporto (em geral). Desde que me lembro sempre tive interesse nos desportos de inverno e no esqui alpino, mas rapidamente os saltos de esqui se converteram na minha maior paixão. Contudo, hoje em dia sou fã de muitas outras disciplinas.
Que atletas admiras e porquê? (de qualquer desporto ou época)
Claro que admiro muitos atletas, como adepto e também como desportista profissional, porque sou muito consciente do trabalho árduo que lhes custou conseguir tudo. Há anos que sigo a carreira de Roger Federer e impressiona-me muito. Também admiro o Robert Kubica pela determinação, fortaleza e perseverança que tem para perseguir os seus objetivos.
Que feitos desportivos te impressionaram este ano e nos últimos cinco anos? (em qualquer desporto)
Definitivamente a defesa do Campeonato do Mundo da equipa polaca de voleibol.
Quais são os teus objetivos a curto e médio prazo?
O meu principal objetivo é continuar a fazer o que faço: saltar tão bem quanto possa. E numa perspetiva mais distante? Manter-me em boa forma o maior tempo possível. Trabalhar em ti próprio é sempre algo a longo prazo.
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