Onde vives, em Jávea, estão já na fase 1 de desconfinamento. Como estás a viver o momento?
“Felizmente aqui em Jávea já estamos na fase 1 e temos maior liberdade, por exemplo, podemos fazer desporto de manhã. O trabalho na academia está a correr bem e o bom tempo também tem ajudado.”
Como tem sido o trabalho e a dedicação à Academia?
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“Tivemos de fechar durante algum tempo, mas agora estamos a abrir novamente e, apesar de ser sempre difícil arrancar, tudo está a correr muito bem. Tento ir lá umas quatro vezes por semana, entrar em ‘court’ para jogar ténis e poder divertir-me.”
Como é que terias encarado esta paragem estando no ativo como jogador?
“Sinceramente acho que me teria custado imenso. Estar uma ou duas semanas sem pegar na raquete sendo como eu era sempre a precisar de treinar e competir. Acho que me poderia ter causado ansiedade, no entanto, estive dois meses sem jogar ténis, mas a verdade é que tive muita vontade. Por vezes falava com o Roberto Bautista precisamente sobre isso, a vontade de voltar a pegar na raquete e treinar.”
Como foi o primeiro treino depois do confinamento?
“Como ex-tenista, já não encaro as coisas como antes e concentro-me mais em estar atento ao aluno que tenho comigo. Mas, é verdade que continuo a divertir-me muito e a ter vontade de entrar em ‘court’. O primeiro treino após dois meses nota-se e bem, mas acho que aproveitei o tempo bastante bem. O mais complicado no regresso aos treinos são as distâncias no jogo, mas em todo o caso divirto-me imenso.”
O que é que sentes mais falta no ténis profissional?
“Por exemplo, aqueles momentos antes do jogo. O nervoso miúdo antes de entrar em ‘court’ e os primeiros momentos do encontro são complicados e muitas vezes é difícil adaptar-se. A sensação que tenho é a de como se fosse fazer um exame... também não sinto falta nenhuma de todas aquelas horas mortas nos aeroportos à espera ou da solidão quando perdes os encontros.”
Qual o encontro de todos os que jogaste que voltarias a jogar?
“Diria o encontro contra o Berdych em 2012 em Praga. Para mim esse ano foi o melhor em todos os sentidos. O ‘court’ era muito rápido e o Berdych estava num grande nível.”
Refere um encontro épico de grande emoção que toda a gente se lembre.
“Aquele encontro da Taça Davis, ainda que fosse dos quartos-de-final, tudo o que o rodeava, a minha situação na qual já se aproximava uma nova etapa. O Bruguera confiou em mim para o quinto ponto e tendo em conta a maneira em que se produziu, ao terminar atirei-me para o chão por estar emocionado e fisicamente destruído. Nesse momento, passou-me pela cabeça que aquele podia ter sido o meu último jogo na Taça Davis.”
Quem escolherias para substituir nomes como Federer, Nadal e Djokovic.
“Estamos a falar de três autênticos fenómenos. É muito difícil encontrar jogadores que possam chegar a esse nível e, de alguma forma, substitui-los. Aquilo que o Rafa [Nadal] conseguiu entre ‘Grand Slams’, Godós, triunfos em Montecarlo... é impossível. Os números do Rafa são estratosféricos. Sinceramente não acredito que possa haver substitutos, mas sim jogadores muito bons que podem conseguir grandes triunfos em competições como os ‘Grand Slams’ ou noutros torneios. Pode ser que apareça um novo ‘David Ferrer’, mas não um novo ‘Rafa Nadal’. Já passámos por isso quando se retiram o Alex Corretja, o Juan Carlos Ferrero ou o Carlos Moyá que eram jogadores totalmente consolidados, que alcançaram coisas extraordinárias e já foi muito difícil poder aproximar-nos deles. Relativamente ao Nadal e companhia, não acredito que se veja tão cedo um novo jogador conseguir números semelhantes aos deles.”
Como é o dia-a-dia de David Ferrer?
“O padel distrai-me muito e uma vez mais graças à academia que me permite jogar e fazer pontos e ‘breaks’ divirto-me muito. Continuo a desfrutar de um desporto como o ténis, mas sem a ansiedade de antes. Desfruto e procuro divertir-me, mas sem essa pressão constante.”
Como foi a estreia (adiada) como diretor do Godó?
“Era uma coisa que me dava muita ilusão poder fazer este ano. Tínhamos seis jogadores do Top-10 graças a muito trabalho da organização. Encarei bem a situação, com humor, e de certeza que terei mais experiência pessoal na edição do próximo ano. Encaro a situação nessa perspetiva positiva de contar com mais e melhor experiência para 2021.”
É verdade que tens uma paixão pelos desportos de montanha?
“Depois da minha retirada, descobri que adoro todo o desporto feito nas montanhas, mas em especial as caminhadas. Fiz muitas excursões a diferentes lugares como por exemplo os Pirenéus e atualmente, quando posso, tento continuar a desfrutar da montanha.”
LINK COM EXCERTO DA ENTREVISTA A FERRER:
https://www.eurosport.es/tenis/david-ferrer-en-confinados-he-vuelto-a-sentir-ganas-de-jugar-al-tenis_vid1314957/video.shtml
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